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A Princesa da Colina


Sexta-feira de feriado, 1º de maio de 2009.

Saí de casa sem ter a menor ideia de para onde ir. E essa, amigos, é uma sensação que pode gerar um "calor" considerável. Ainda mais quando a intenção é esticar o feriado e só voltar no dia seguinte. Uma mistura de liberdade com um tantinho assim de ansiedade.

Pegamos a Fernão Dias rumo a Minas, com a cabeça fervilhando de possíveis destinos. O que encontramos, porém, foi um belo e clássico engarrafamento que, misteriosamente, se dissolveu perto da Rodovia Dom Pedro I, em Atibaia. Até hoje não sei o que causou aquele inferno – ou melhor, Infernão Dias.

Foi então que recorri a um velho companheiro de estrada: um daqueles guias Quatro Rodas, companheiro de bordo em todas as aventuras. Ele seria a bússola para a decisão. Imaginei que seria quase impossível conseguir algo de última hora, com o feriado já no auge. Na estrada, o tempo voa, e decidir entre tantas opções de destino, hospedagem e atrações pode ser um desafio. Felizmente, bastaram alguns telefonemas e a decisão estava tomada: Itatiba.

A velha vontade de conhecer o Zoo Parque e o fato de ainda haver vagas em um hotel fazenda escolhido quase "a olho" confirmaram a aposta. Itatiba, para quem não sabe, vem do tupi-guarani e significa "Muita Pedra". Os moradores, no entanto, chamam a cidade de Princesa da Colina.

Itatiba é pertinho de São Paulo, uns 80 km. Se não fosse o tal trânsito da InFernão Dias, teríamos chegado em pouco mais de uma hora. O acesso foi pela própria Dom Pedro I e, apesar da lentidão inicial, desembarcamos no hotel a tempo de almoçar.

E que achado foi o hotel! Muitas opções de lazer: um lago convidativo para a pesca, passeios a cavalo, quadras poliesportivas, piscinas, academia, pomar, sauna... tudo para preencher os dias. Sem falar nos monitores que animam e organizam a criançada. Boa acomodação, comida farta e atendimento de primeira. Foi ali mesmo que ancoramos o resto do dia.

SAIBA MAIS: HOTEL FAZENDA NOSSO SONHO

O sábado amanheceu ensolarado, como esperado. Depois de um café da manhã reforçado, pé na estrada novamente, rumo ao Zoo Parque de Itatiba.

O Zoo é impecável, com cerca de 1400 animais espalhados por diversos ecossistemas – do Cerrado à Savana Africana, passando pelo Bosque de Pinheiros Australianos. Restaurante, lanchonete, playground, uma loja de artesanato para as lembrancinhas e estacionamentos amplos e gratuitos completam a infraestrutura.

A visita é uma caminhada de mais de três mil metros, em sentido único, que te leva por todas as atrações e, quase sem perceber, em direção à saída. É só seguir em frente. Acabou a trilha, acabou a visita. Dá para fazer tudo tranquilamente em umas duas horas, dependendo da pressa e da paciência do "freguês".

Comparando com o famoso zoológico de São Paulo, achei o Zoo Parque de Itatiba mais "selvagem", com uma atmosfera mais natural. Por outro lado, o Zoo de São Paulo talvez seja mais completo em diversidade. Mas, independentemente das comparações, vale muito a visita.

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Terminamos o passeio pelo Zoo e, com um tempo precioso sobrando, resolvemos explorar o centro da cidade. Enquanto eu fotografava a Basílica Nossa Senhora do Belém, puxei conversa com um senhor. Nascido em Bragança, mas com a vida inteira dedicada a Itatiba, ele me contava que o custo de vida andava meio salgado, mas que, ainda assim, era um lugar ótimo para viver. Era um desses senhores com a alma cheia de histórias e, entre elas, relembrou os tempos de coroinha em uma das primeiras igrejas da cidade.

É uma pena que eu tenha esse "defeito": nunca me lembro o nome das pessoas com quem converso nessas viagens. Confesso. Em 2008, em Buenos Aires, cheguei a anotar o nome de umas sete pessoas "relevantes" da viagem. Dias depois, o papel sumiu aqui em São Paulo. Sei lá. Evaporou. Paciência. Fico com aquele sentimento engraçado, quase uma culpa. Afinal, são oportunidades únicas; nunca mais os verei. O mínimo que eu poderia fazer era registrar seus nomes nestes diários. Minhas viagens, enfim…

Ah, quase me esqueci de um detalhe! É em Itatiba que acontece a famosa Festa do Caqui, no bom sentido, claro. Geralmente na primeira quinzena de abril. A festa, generosa, também celebra outras frutas, legumes e hortaliças, além de contar com barracas de comidas típicas e shows de bandas regionais. Por quinze dias, perdi! Quando cheguei, já havia terminado.

Mas tudo bem. Fica para a próxima. Itatiba é logo ali.

Obrigado por ler até aqui!
Até a próxima!
Fabior

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