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Libertas Quase Sera Tamen

Quando penso em meu histórico de viagens, que nem é lá grande coisa e nos vários lugares do Brasil que tive a oportunidade de conhecer, seja por motivo de trabalho ou passeio, percebo que, apesar de ter conhecido alguns lugares sensacionais, fico sempre com vontade de voltar à Minas Gerais.

Me identifico muito com Minas. Quem leu alguns dos textos deste modesto blog já percebeu. Gosto de sua gente, de sua História, de sua arte, sua culinária e suas cidades, principalmente as históricas.

Acredito que isso se deva ao fato de que foi nas estradas de Minas que comecei a desfrutar de uma certa liberdade. Isto porque, com a aquisição do meu primeiro automóvel, o Sul de Minas se tornou destino frequente de minhas andanças. E quando digo "liberdade", quero dizer rodar sem grandes planejamentos, sem hora para sair, nem para voltar.

E digo mais. Quando digo isso, cito como exemplo estar à toa em São João Del Rey e resolver dar um "pulinho" em Belo Horizonte ou Ouro Preto e Mariana. Como já fiz mais de uma vez. Distâncias aproximadas de 190km e 160km respectivamente de onde eu estava.

Talvez inconscientemente eu me identifique com inscrição da bandeira de Minas Gerais: "Libertas Quae Sera Tamen", que significa: "Liberdade Ainda Que Tardia". Um claro ideal de liberdade do qual partilho totalmente.

No início, rodava orgulhoso curtindo o meu recém adquirido bem, pago integralmente às minhas próprias custas aos 20 anos de idade. Aquele feito era importante pra mim já que meu pai nunca pôde ter seu próprio carro, quanto mais me dar um.

Havia acabado de receber minha carteira de motorista provisória e estava aprendendo a dirigir de verdade, longe de casa, em estradas desconhecidas e nas mais variadas condições.

Depois dessa fase inicial, eu rodava feliz, curioso e interessado por descobrir que muitas das cidades que eu conheci naquelas andanças fazem parte do percurso de uma tal de Estrada Real. Foi ela (a Estrada Real ) que despertou todo o meu interesse pelo contexto histórico destes lugares, pela sua importância na História do Brasil e, consequentemente, também pela história de outros lugares que tive a oportunidade de visitar posteriormente.

Mas faz tempo que não vou à Minas.

De lá para cá, descobri que gosto de fotografar, como também é possível notar neste blog. 

OK, eu sei que gostar não quer dizer saber. Sou apenas um entusiasta e tenho muito que aprender. Mas é por isso que tenho pendências pessoais a resolver em Minas. Há vários lugares que eu gostaria visitar novamente e fotografar com um pouco mais de cuidado e atenção e não de qualquer jeito, como um turista apressado. Tenho vontade de voltar para fazer as fotos que um dia irão para o meu livro imaginário sobre as Igrejas de Minas e sua Arquitetura Barroca.

Na lista de cidades que preciso voltar estão: Tiradentes, São João Del Rey, Ouro Preto, Mariana, Congonhas, Prados e Resende Costa. Além dessas, há outras que gostaria de conhecer: como São Tomé das Letras, Sabará e Diamantina. E, entre uma foto e outra, admirar o casario enquanto tomo um café com pão de queijo ou um bom pedaço de queijo minas. Afinal, ninguém é de ferro.

Conhecer Minas Gerais é conhecer uma rica parte da História do Brasil e se sentir mais perto dela. É entender vários "ondes" e "porquês". É se deixar acolher por cidades e sorrisos. É ser envolvido por um universo de sabores. É aprender a valorizar o patrimônio histórico e a riqueza cultural que ele guarda consigo. E, finalmente, é ser um pouquinho mais brasileiro!

Obrigado por ler até aqui!
Até a próxima!
Fabior

PS: Esta era pra ser a introdução de um outro texto que estava na minha mente, mas acho que ficou boa o suficiente para ser uma pequena crônica.

Sobre o que eu iria escrever?? Ah, sobre um outro "trem" interessante, mas acho que vou manter o suspense para tentar segurar minha quase nula audiência.

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