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Quase "morro" de São Paulo 2015

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Cairu, Bahia. 26 à 30 de Abril de 2015

Quase meia noite.

Esta foi a hora em que chegamos em Salvador, Bahia. Duas horas atrasados em relação ao que estava previsto. Tivemos problemas com o avião em São Paulo. Já estávamos taxiando, prestes a decolar, quando fomos informados que, devido à problemas técnicos, seria necessário retornar ao box para os procedimentos de desembarque e reembarque em outra aeronave.

Para quem não tem medo de avião, tudo isso seria apenas um inconveniente, seguido de duas horas de atraso. No meu caso, é um daqueles momentos da vida em que fiquei dias me perguntando:

– E se aquele avião tivesse decolado ? Teria caído ? Aquele “problema técnico” era algo que poderia ter passado despercebido ?

Eu creio que Deus, em sua infinita graça e misericórdia, decidiu que ainda não era a nossa hora mas, se não era, o que nos diferencia das 239 pessoas do voo MH370 Malaysia Airlines que sumiram com avião e tudo? E das 150 pessoas do vôo 4U9525, da Germanwings, que foram conduzidas à morte por um piloto suicida ? Apenas para citar dois exemplos extremos.

Sinceramente, não sei. E creio que nunca vá saber. O que sei é que andar de avião é muito mais seguro que andar de carro e, mesmo assim, executo meus próprios procedimentos de segurança toda vez que entro num avião e gosto de acreditar eles são eficazes.

Mas não se preocupe, não é meu intuito tornar essa coluna mórbida. É que, em se tratando de um relato de viagem, não posso omitir um fato como este. E não apenas o fato, mas também a maneira como ele me afetou.

Era quase meia-noite em Salvador, já disse.

Para chegar ao nosso destino final: Morro de São Paulo, uma ilha a cerca de 70km ao sul de Salvador, tivemos que esperar amanhecer, pois não há transporte para a ilha durante a noite. Já sabíamos disso. Então, reservamos uma pousada simples na praia da Aleluia (extensão da Praia do Flamengo), bem perto do aeroporto, apenas para passar a noite: a pousada La Siciliana. Realmente é uma pousada simples mas cumpriu seu papel de oferecer uma noite de sono e um café da manhã. Em todo caso, não recomendo para uma estadia mais prolongada.

SAIBA MAIS: POUSADA LA SICILIANA

Quando fiz a reserva da pousada, pedi indicação de um serviço de transfer, uma vez que nossos destinos nessa viagem não exigiam e nem permitiam muita mobilidade e, portanto, não seria o caso de alugar um carro. Eles me indicaram o Bahia Passeios.

Depois de buscar referências na internet e conversar algumas vezes com o sempre solícito Kleber, acabamos fechando um pacote com todos os transfers da viagem por um preço inferior à qualquer outro que eu já havia cotado e sem precisar antecipar nenhum tipo de pagamento ou reserva. Isto nos deu mais tranquilidade, comodidade e pontualidade. E se você precisar de um serviço de transfer em Salvador, entre em contato com o Kleber que ele resolve.

SAIBA MAIS: BAHIA PASSEIOS

Pela manhã, o Kleber, que já havia nos buscado no aeroporto na noite anterior, chegou para nos levar para o Terminal Marítimo, que fica em frente ao Mercado Modelo da cidade baixa, onde embarcamos no catamarã das 10hs com destino à Morro de São Paulo.

A viagem dura cerca de duas horas por mar aberto e custa R$ 75,00 por trecho / por pessoa. Me recomendaram remédio para enjoo e tomei o bom e velho Dramin. Não enjoei mas, em compensação, passei o resto do dia lesado de sono. Devia ter tomado apenas metade do comprimido.

A chegada na ilha pode ser um tanto quanto tensa, há muitos carregadores de bagagem que disputam quase que no tapa cada mala retirada das embarcações que ali chegam. O transporte das bagagens é feito em carrinhos de mão, desses de pedreiro mesmo.

Eles perguntam em qual pousada você está hospedado e, enquanto você vai ao guichê pagar a taxa de preservação ambiental (obrigatória), eles simplesmente desaparecem com as suas coisas e só te resta confiar que eles estarão na pousada que você reservou para receber pelo serviço prestado.

Morro de São Paulo é uma ilha que foi descoberta no ano 1531, pelo navegador português Martin Afonso de Souza. Teve grande influência no período colonial e foi alvo de pirataria e contrabando de mercadorias. Diz a lenda que a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial se deu quando os nazistas afundaram os navios Arará e Itagiba em frente à Primeira Praia.

Em Morro de São Paulo, as praias são chamadas por ordem numérica: Primeira Praia, Segunda Praia, Terceira Praia, Quarta Praia e a Praia do Encanto, também chamada de Quinta Praia. A Primeira Praia é pequena e praticamente na vila, está próxima do farol e da tirolesa onde é possível descer desde o Morro do Farol até a praia.

Já a Segunda Praia é o lugar mais badalado, com o maior número de barraquinhas, restaurantes e pousadas.

Para aqueles que preferem locais mais tranquilos, excelentes hotéis e pousadas e praias semi-desertas, as opções são a Quarta e Quinta Praia. Estão mais isoladas, com a natureza quase intocada e piscinas naturais que se formam quando a maré está baixa.

A vila é interessante apesar do relevo meio acidentado, isto é, com muitas subidas, descidas e até escadas. Conta com muitas lojas, restaurantes e também pousadinhas de todos os tipos e preços. Não há tráfego de carros na vila, a não ser os de serviço local. O transporte para os pontos mais distantes da ilha é feito a partir de um ponto de encontro na altura da terceira praia.

Como estamos sempre em busca de sossego, fizemos a opção pela Pousada Anima, na Quinta Praia (Praia do Encanto).

No estilo pé na areia, a pousada é muito boa e organizada. Possui ótimos bangalôs e restaurante muito bom. Estão incluídos na diária café da manhã, internet e serviço de transporte pousada / vila / pousada, quase que de hora em hora. A praia da pousada é praticamente deserta e calma.

Quando fizemos a reserva não tínhamos muita noção da distância e, só depois de chegarmos, percebemos o quão longe era realmente da vila. O tempo não ajudou muito nos primeiros dias e isso agravou um pouco a sensação de isolamento porque nem praia estava dando.

Com isso, a vila se tornou a principal opção de passeio e a distância passou a se tornar um incômodo. Foi então que decidimos buscar uma pousada mais bem localizada e antecipar a saída da quinta praia. Mas em nenhum momento o problema foi a pousada Anima e sim a distância em relação à vila.

SAIBA MAIS: ANIMA HOTEL

Em um de nossos passeios pela vila, visitamos a pousada Uma Louca Paixão, na terceira Praia. E foi pra lá que corremos para aproveitar os últimos dias em Morro de São Paulo. Extremamente bem localizada, a pousada no estilo beira-mar, é super bem cuidada, possui funcionários atenciosos, quartos confortáveis, ótimo café da manhã e internet incluídos na diária. Oferece ainda duas piscinas sendo que uma delas com borda infinita debruçada sobre a praia proporcionando um visual incrível.

SAIBA MAIS: POUSADA MINHA LOUCA PAIXÃO

Coincidentemente, junto com a mudança de pousada veio também a mudança do tempo. O sol finalmente deu o ar de sua graça, tornando estes últimos dias super aproveitáveis e quentes para desfrutarmos ao máximo, tanto a incrível piscina da pousada, quanto a praia super convidativa de águas calmas e mornas que tínhamos aos nossos pés.

Mas ao contrário do que sempre acontece, esta não foi uma viagem de descobertas e exploração de arredores. O tempo não ajudou muito e também não estávamos na pegada. O máximo que me dispus a fazer foi subir o morro do farol porque gosto de faróis e, também, porque eu queria fazer algumas fotos lá de cima. Mas o acesso é relativamente fácil e não demandou grandes esforços.

Morro de São Paulo é badalado, bonito, possui belas praias, uma infraestrutura turística interessante e vale sim a visita. Recomendo apenas observar qual a melhor época do ano para evitar períodos de chuvas e também procurar pelos passeios que são oferecidos lá, é uma oportunidade de conhecer um pouco mais a região, coisa que, excepcionalmente, não tivemos disposição em fazer nesta viagem.

Apenas para registro, algo que me incomodou um pouco na ilha foi a grande quantidade de mosquitos. Eles aparecem em todas as refeições, não importa onde você esteja. O uso do pó de café queimando na mesa é um recurso utilizado pelos restaurantes para ajudar a espantá-las mas, na minha opinião, não resolve grande coisa e ainda cria um segundo problema pois, além dos mosquitos, você também tem que aturar fumaça de pó de café no rosto.Mas esta viagem tinha ainda uma segunda etapa: Praia do Forte. E a distância que nos separava correspondia a duas horas de barco, mais duas horas de carro e um Dramin!?

 

Obrigado por ler até aqui!
Até a próxima!
Fabior

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