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Antes Tarde Do que nunca


Em 2008, escrevi um texto que batizei de "Flying in a Blue Dream", uma referência à música de Joe Satriani.

Para ser honesto, a relação entre meu texto e a melodia é quase inexistente. Era, na verdade, um diário da minha viagem a Rio Claro, no interior de São Paulo, para acompanhar uma etapa do campeonato brasileiro de balonismo e, por algum motivo, aquela música (ou o nome dela) parecia ter tudo a ver com o que eu tinha escrito. Naquele mesmo texto, fiz uma promessa: montar uma lista de músicas clássicas, daquelas que embalam aventuras, estradas e viagens, para os amantes do bom e velho rock'n'roll.

Por que demorei tanto para cumprir? Não sei explicar. Talvez a vida tenha acontecido, talvez a lista tenha ficado guardada em algum canto da memória. O fato é que cá estamos, em 2017, quase dez anos depois e finalmente decidi finalmente cumprir a promessa. Como diz o ditado: "Antes tarde do que nunca". Alguns puristas diriam que o "nunca" não existe, preferindo "Antes tarde do que mais tarde ou tarde demais". Espero, sinceramente, que este não seja o último caso.

Evidentemente, o cenário tecnológico de 2008 era outro. Vivíamos o auge do MP3 e a mágica de ter nossa coletânea favorita em qualquer lugar era simples: bastava baixar tudo da internet, gravar em um CD ou pendrive e pronto, a estrada era nossa. Não precisava mais carregar aquele monte de CDs pra cima e pra baixo. Disqueteira no carro, então: Coisa do passado. A gente também pegava CDs emprestados e convertia para MP3... era uma verdadeira "esculhambação"... Se você esquecesse uma música? Era só voltar lá, baixar, gravar outro CD ou atualizar o pendrive. Apenas um pequeno incômodo para quem buscava a trilha sonora perfeita.

Hoje, a história é bem diferente e muito mais prática. A internet móvel e a computação na "nuvem" revolucionaram o acesso aos nossos arquivos. Agora, podemos acessá-los de qualquer canto do planeta, sem a necessidade de carregar dispositivos físicos de armazenamento. E os serviços de streaming, como Spotify e Netflix, se tornaram onipresentes. Criamos playlists num piscar de olhos e tocá-las em qualquer lugar é uma realidade, sem a necessidade de download prévio. Lembrou de uma música? Basta procurar no aplicativo e adicionar à sua playlist. Na hora. Tudo isso com um simples acesso à internet no seu celular, tablet ou laptop.

Para criar uma lista de clássicos, no entanto, é preciso voltar ao passado. E foi mergulhando nas minhas próprias memórias que encontrei a inspiração perfeita: uma série de comerciais veiculados na segunda metade dos anos 80 e início dos anos 90 (até onde minha memória alcança). Eram as icônicas propagandas do cigarro Hollywood, que sempre traziam imagens de esportes radicais, lugares espetaculares e gente bonita. Naquela época, a conscientização sobre os malefícios do fumo não era tão forte e, hoje, parece quase controverso associar cigarros a práticas tão saudáveis.

Mas a verdade é que, além das belas imagens, aqueles comerciais sempre vinham acompanhados de uma trilha sonora marcante, alto astral que, na minha opinião, tem tudo a ver com sol, paisagens e estrada. E foi por causa dessas lembranças, que decidi pesquisar as músicas que fizeram parte daquela campanha publicitária e, finalmente, montar a playlist prometida. Durante a pesquisa, acabei encontrando até os encartes das coletâneas – uma verdadeira viagem no tempo!

No começo dos anos 2000, sensacional era ter 300 músicas em um CD ou pendrive. Hoje, o que a tecnologia nos oferece é o streaming: facilidade, rapidez e praticidade. 

E daqui a dez anos, em 2028, quem se arrisca a prever como essas coisas funcionarão? Quem viver verá!

Obrigado por ler até aqui!
Até a próxima!
Fabior







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