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Alegorias Para Tolos

 


Sensações estranhas e crises
Uma jornada quase solitária
Seguidos lapsos de memória
Invasões à linhas imaginárias

Em cada volta torta do ponteiro
Mais um giro oco no tambor
A velha roleta russa do tempo
Que hora ou outra irá se impor

Em alegorias, indiretas da vida
Histórias para tolos estranhos
O futuro se abriga em miragens
Perdidas feito palavras mudas.

Enganam-se os que pensam
Que porque não tenho pressa
Me disponho a viver a agonia
De uma ingrata espera infinita

E sobre o tempo, uma certeza:
Na longa distância dos anos
Há valiosas lições rejeitadas
Pela insana urgência dos dias

Alegorias para Tolos, é mais uma de minhas reflexões sobre a vida e a passagem do tempo. Basta uma atmosfera de introspecção para falar um pouco de emoções, momentos de desconforto e desafios pessoais.

Quase sem esforço, é possível ter uma sensação de solidão e isolamento que pode levar à um estado de confusão e algum grau de desconexão com a realidade.

A “roleta russa do tempo” chama a atenção para a aleatoriedade e imprevisibilidade da passagem do tempo como uma força imparável que nos molda, nos transforma, nos levanta, mas também nos abate. Mais que isso. Desenha um futuro incerto, muitas vezes difícil de prever e cheio de ilusões. As grandes decepções da vida são frutos de ilusões. A velha alegoria da visão do Oasis, explorada tantas vezes em desenhos animados e filmes, como uma metáfora para as expectativas da vida que não se concretizam, mas levam à desilusão. E são essas “alegorias” e “indiretas da vida” que indicam que a compreensão da existência muitas vezes deve ser feita de maneira indireta e simbólica. De outra forma, as projeções que fazemos do futuro, das expectativas e, principalmente das pessoas, podem ser apenas miragens.

A percepção do tempo como algo relativo está diretamente relacionada à condição pessoal de cada um. Enquanto meia hora numa praia paradisíaca pode parece quase nada, meia hora numa fila de banco pode parecer uma eternidade. Maturidade é entender que tudo tem seu tempo e que a espera é algo que faz parte da vida. Mas também é importante perceber que, como um bem tão precioso, o tempo não pode ser desperdiçado na agonia de uma espera interminável. É preciso seguir adiante.

Finalmente, acredito que o passado está repleto de lições que insistimos em não aprender. Simplesmente porque estamos tão focados nas urgências cotidianas que não encontramos tempo para refletir e aprender com as experiências frustradas, nossas e dos outros. O que nos deixa propensos à uma vida de erros repetidos e, ao fim e ao cabo, de tempo perdido.

Que possamos encontrar tempo para refletir sobre as experiências da vida. Que mesmo em meio à crises e sensações estranhas, possamos aprender a lidar com a passagem do tempo e, em cada fase da vida, encontrar o passo ideal para uma caminhada contínua e perseverante em direção ao alvo.

Obrigado por ler até aqui!
Até a próxima!
Fabior

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