Total de visualizações de página

Comments

Header Ads

Flying in a Blue Dream

Chamada de Cidade Azul, Rio Claro recebeu pela segunda vez o Open Brasil de Balonismo que aconteceu entre os dias 25 a 29 de Junho, fazendo parte das comemorações do aniversário de 181 anos da cidade. Cerca de 30 balões participaram da competição e milhares de pessoas acompanharam o evento no Aeroclube de Rio Claro. 

Fui para Rio Claro no dia 28 cedinho e voltei no final do dia seguinte. Um final de semana lindo de tempo aberto e temperatura agradável. Perfeito para esse tipo de atividade.

SAIBA MAIS: RIO CLARO PLAZA HOTEL

Muito bacana esse negócio de balonismo. Embora pareça trabalhoso para as equipes encher e dobrar os balões várias vezes por dia, imagino que tudo valha a pena na hora em que eles decolam suavemente deixando o céu mais bonito e alegre com seu colorido e sua beleza. E foi justamente isso o que aconteceu em Rio Claro.

Como em toda competição, há uma programação e um regulamento a serem seguidos, sem falar em todas as preocupações meteorológicas como direção e velocidade do vento que, obviamente, não eram um problema naquela tarde linda de sol, mas que são sempre muito importantes para a definição dos alvos e das tarefas a serem cumpridas pelos pilotos.

Li que os balões, refiro-me a parte de tecido que armazena o ar quente, cujo o nome correto é envelope, atualmente são feitos de nylon tipo rip stop, por ser leve, resistente e não propagar chama. Há ainda o maçarico, que utiliza como combustível o propano líquido, mas que conta com um mecanismo de vaporização para evitar o risco incêndios e, claro, o cesto, que é feito de vime e foi muito pouco alterado desde sua criação no século XVIII. Possuem acabamentos almofadados, piso feito com material reforçado e sustentação por cabos de aço inoxidável.

Ao contrário do que muita gente pensa, voar de balão não é dos esportes mais perigosos. Segundo as estatísticas do Departamento de Aviação Civil (DAC), o balonismo é mais seguro do que voar de avião (pelo menos até a data da publicação deste texto). Os números apontam como próximo de zero o índice de acidentes com balões uma vez que um balão dificilmente cai, mas vai perdendo altitude. Mesmo quando acaba o gás, o balão desce devagar e o problema pode ser apenas o pouso forçado em um local inadequado.

Uma vez liberadas, as equipes tomaram a pista do aeroclube e aguardaram bandeira verde, que é a autorização para decolagem.

Enquanto isso não acontecia, havia uma equipe chamada “Loucução” que fazia a animação do evento. Narravam de uma forma divertida o que acontecia e usavam como trilha sonora algumas músicas de filmes de ação, como a do Indiana Jones por exemplo, além de muitos clássicos do rock, bem ao estilo daquelas antigas propagandas de cigarro Hollywood. Pra quem curte este estilo, prometo um dia colocar nesta coluna uma lista com essas músicas para você baixar e curtir quando estiver na estrada ou mesmo para rechear o seu mp3 player.

No início, o que se via eram apenas pick-ups espalhadas pela pista mas, à medida em que os balões começaram a ser cheios, tinha-se a impressão de que estavam brotando do chão, tomando forma para que pudessem, enfim, decolar. E, de repente, a pista parecia uma “plantação” de balões. Grandes, coloridos e lindos.

Bandeira verde tremulando. Era a autorização para subir. Primeiro um, depois outro e mais outro. Em minutos o céu estava tomado pelos mesmos balões que populavam a pista segundos antes. Mas que rapidamente se distanciavam para o pouso programado em algum lugar na região de Piracicaba.

Mais tarde, após o cair da noite, as equipes voltaram para o Aeroclube onde aconteceu o Night Glow, que é um show rítmico de som e luzes em que todos os balões se posicionam na pista do aeroclube e, ao comando da “Loucução”, acendem seus maçaricos de forma sincronizada e/ou intermitente formando imensos pisca-piscas. O público participa na contagem regressiva.

Todo esse movimento, somado às músicas escolhidas, aos quiosques de souvenirs e comes e bebes, claro, criavam uma noite agradabilíssima e o clima ideal para o Night Glow. Inesquecível. O único “porém” foi que a abertura para o público chegar perto dos balões só aconteceu no momento em que vários balões já estavam sendo esvaziados e não houve tempo suficiente para conferir de perto os equipamentos ou mesmo para fotos com um ângulo diferente pois, em questão de minutos, já estavam todos vazios e sendo dobrados. Evidente que esse pequeno inconveniente não ofuscou em nada o brilho do espetáculo.

Enfim, é um evento muito bacana que vale a pena ser prestigiado e difícil de ser descrito, só estando lá mesmo para ver, ouvir e sentir.

Para nós, que não temos a felicidade de presenciar mais vezes eventos como esse, fica a impressão de que há uma certa magia no balonismo. Uma sensação de liberdade, de viajar pra onde o vento levar e, claro, de aventura. Uma sensação que toma mesmo aqueles que ficam em solo, como observadores, seja por medo de altura ou por falta de condições financeiras para experimentar um passeio desses, que custa em torno de 250 a 300 reais por pessoa em balões próprios para passeio. 

Peço desculpas mas vou recorrer a um clichê para terminar esse texto… 

O céu é o limite.

Sim. Ainda mais na simplicidade de um balão. Leve e silencioso, que se deixa levar ao sabor do vento e pela magia que nos deixa encantados com a sua beleza e seus movimentos. Simples como crianças brincando com bolhas de sabão. Simples como vida insiste em ser.

Obrigado por ler até aqui!
Até a próxima!
Fabior.

Postar um comentário

0 Comentários