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Nove Cidades – Parte Final


Minha excursão pelo Brasil estava próxima do fim.

Restava apenas mais duas localidades para visitar. As duas em São Paulo. A primeira delas: Campinas.

Acredito não ser novidade a história que relaciona a cidade de Campinas com “boiolagem”, se me permitem o palavreado grosseiro.

Para ser mais especifico, me refiro à história de que a água de Campinas deixa o sujeito boiola.

Pois é, bebi água de Campinas. Lembrei antes de ir, mas esqueci. Fui lembrar novamente depois de já ter bebido. Mas não há razão para preocupações. Tudo não passa de uma velha lenda urbana, é claro. Até porque ainda não notei nada de diferente. Aliás, foi bom falar nisso porque água lembra banho. E banho me lembra que preciso comprar meu sabonete de Glacê de Frutas Frescas que é simplesmente DI-VI-NO.

Observação: Caso você se interesse, clique aqui para ver a notícia sobre as propriedades da água de Campinas publicado no site da Folha Online.

Frescuras à parte, saí de Campinas correndo e atrasado. Tudo porque cismei de comprar a passagem com antecedência e porque me disseram que a rodoviária era tão perto de onde eu estava que dava pra ir a pé. Então, pedi o táxi no horário que me aconselharam, mas o bendito não chegava porque havia uma manifestação de “perueiros” (motoristas de vans de transporte alternativo de passageiros), que estava ferrando com todo o trânsito. Cancelei o rádio táxi que havia pedido e cacei outro na rua mesmo. Achei um senhor boa praça que obviamente conhecia uns caminhos marotos e me deixou na porta da rodoviária em cima da hora. Só tive tempo de correr pelo terminal e entrar no ônibus para que o motorista gritasse: “RIBEIRÃO PRETO 18h30” e fechasse a porta.

Para variar, a exemplo do que aconteceu em Salvador, deixei Campinas sem saber onde iria dormir em Ribeirão Preto e foi difícil fazer contato com a empresa àquela hora para saber qual hotel eles me reservaram, se é que tinham reservado algum.

Este tipo de incidente ocorria porque havia uma pessoa na empresa que era responsável pelas reservas de passagens aéreas e hotéis. E ela sempre dizia:

– “Pode ir tranquilo que durante o dia eu te passo os dados da sua reserva.”

Como se pode notar, isso nem sempre acontecia. Mas uma coisa era certa. Na praça eu não iria dormir. Até porque “não sou vagabundo, não sou delinquente e nem um cara carente (como dizem Bruno e Marrone).

Felizmente, me reservaram um lugar muito bom, o Flat Bassano Vaccarini Residence

SAIBA MAIS: Flat Bassano Vaccarini Residence

Três horas depois da correria de Campinas, desembarquei na rodoviária de Ribeirão Preto. Acabei dando sorte com taxistas nestas viagens. Todos eles deram a maior força nos momentos de atraso e, quando eu não havia motivo para pressa, eles eram bons papos e tinham boas dicas sobre a cidade. Este de Ribeirão me disse que eu não deveria ir embora sem tomar o Chopp do Pinguim. Era obrigatório.

Coincidentemente (ou não), descobri que o tal Pinguim era do lado de onde eu fui trabalhar e, felizmente, lá pelas duas horas da tarde eu já havia terminado minhas atividades. Então, aproveitei para almoçar e tomar o tão recomendado Chopp do Pinguim, que também recomendo a todos que estiverem em Ribeirão Preto.

Mas acho que acabei ficando meio lesado depois do(s) chopp(s) porque, ao pedir o táxi para seguir para seguir de volta para a rodoviária, acabei pedindo no endereço do hotel. Depois de desconfiar que o táxi estava demorando muito, percebi o erro e liguei novamente para corrigir, todo enfático, o endereço. Vários minutos depois a menina da rádio táxi me ligou dizendo que o número da rua que eu passei não existia. Tinha passado o endereço errado de novo. Ainda bem que eu não ia dirigir. Provavelmente eu ia acabar em Araxá, na melhor das hipóteses.

Minha jornada pelas nove cidades estava acabando. Mas ainda houve tempo para mais um fato;

É engraçado como algumas pessoas parecem ter escrito “PROBLEMÁTICO” na testa. E tinha um desses no ônibus de volta para São Paulo. Um sujeito do qual desconfiei desde o momento em que o vi entrar.

Tivemos um dia quente em Ribeirão, é verdade. Mas o final da tarde veio com uma bela queda de temperatura que pedia até um casaco leve. Mas o tal sujeito trajava camiseta regata e short, daqueles abertos nas laterais. Parecia que ia correr uma maratona. Só faltava o número no peito.

E confirmando minha desconfiança, nas duas paradas que fizemos, ele foi o único a atrasar, deixando o motorista e os demais passageiros, incluindo este que vos escreve, um tanto quanto putos.

Pouco depois, quando já havia anoitecido, eu estava quase adormecendo enquanto olhava as luzes pela janela quando senti um cheiro forte de cigarro e pensei comigo: Será ?

No mesmo instante todos começaram a proclamar reclamações das mais indignadas, enquanto olhavam para trás procurando o responsável. Segundos depois, lá do fundo do ônibus veio uma mulher pisando forte, abriu a porta que separa o motorista dos passageiros e reclamou. O motorista piscou as luzes internas algumas vezes, a mulher voltou para o seu lugar e deve ter dito ao sujeito que o motorista queria falar com ele. Mais alguns segundos depois, veio do fundo do ônibus o tal sujeito atlético problemático.

Pensei comigo: Claro, quem mais poderia ser ?

Quando chegou à cabine, o motorista fechou a porta e deve ter repassado as regras para fumantes nesse tipo de viagem, no mínimo. Voltou, minutos depois, cabisbaixo e nunca mais o vi.

Acredito já ter mencionado antes mas, viagens como essas, em que não há muito tempo para ser turista, são interessantes para treinar o senso de observação. Isso permite que, às vezes, mesmo sem sair do lugar você tenha histórias para contar. Aliás, essa é uma dica interessante que eu deixo. Quando você estiver viajando, é importante estar atento a tudo e a todos. Ser observador, além evitar erros bobos, furadas e perda de tempo, na maioria das vezes, proporciona boas histórias, situações engraçadas ou apenas distração nas horas em que a espera é inevitável.

Obrigado por ler até aqui!
Até a próxima!
Fabior

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