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O Padre e o Balão

Parque Roberto Mário Santini (Emissário Submarino) – Santos – 08/08/09

Organizando meus arquivos de foto, percebi que não havia escrito nada sobre este passeio e, embora ele tenha acontecido há praticamente um ano e meio, me lembro de detalhes suficientes para não deixa-lo passar batido.

É claro que não se trata de nada relacionado àquele padre doido que tentou a façanha de voar amarrado à uma série de balões de festa e talvez tenha ido parar na Terra do Olho, aquela ilha do seriado Lost.

Obviamente, também não se trata de nenhuma crítica à condição de padre. Fosse um pastor, um rabino, um pai de santo ou mesmo a minha mãe se meter numa dessas, chamaria de doido da mesma forma, uma vez que ignorou todos os avisos de perigo e voou para a morte.

Na verdade, fiquei sabendo superficialmente do evento através de um colega do trabalho e procurei ver do que se tratava.

Bastou jogar no Google e em minutos já sabia. Eram as comemorações dos 300 anos do balão de ar quente.

Procurando por detalhes, aprendi que um padre chamado Bartholomeu de Gusmão, que viveu entre 1685 e 1724, também considerado o primeiro cientista das Américas, foi o inventor do balão de ar quente. Bem apropriado. Afinal, era Santista. Mas não torcedor do Santos de Pelé, evidentemente. Ainda levaria um bom tempo até a chegada do futebol por aqui e mais ainda para o surgimento do clube santista.

De qualquer forma, se o padre, o que foi parar na ilha de Lost, tivesse se inspirado neste, antes de fazer suas experiências e usado os conhecimentos científicos a seu favor, talvez tivesse sido mais bem sucedido ou, pelo menos, estaria vivo.

Segundo pesquisei, a prefeitura de Santos organizou diversos eventos para celebrar o tricentenário do balão a ar quente e, assim homenagear seu ilustre filho. Comemorações essas que também se estenderam pelo mundo com mais de 100 pilotos fazendo voos comemorativos, mas não vou me estender nos detalhes.

Desci lá pra conferir. Aproveitei o dia bonito de sol para ver de perto como iria ser.

Dentre os eventos, optei pela apresentação dos balões, no parque Roberto Mário Santini (Emissário Submarino), que teve início por volta das 16hs. Quatro balões foram inflados e ficaram por lá, fazendo pequenas subidas, devidamente amarrados, para que não ganhassem altura. Apenas exibição.

O parque, que já tinha bastante gente caminhando, andando de bicicleta, patins e skate, ficou ainda mais movimentado à medida que os balões iam “brotando” do chão. Senti falta apenas de um sistema de som para o evento. Faltou alguém ali para falar sobre as equipes, quem eram os pilotos, se havia uma programação, se eles simplesmente ficariam ali subindo e descendo, se fariam um pequeno “Night Glow” e, entre uma informação e outra, tocar algumas músicas bacanas que, obviamente, tivessem a ver com a ocasião. Digo isso porque percebi que a maioria das pessoas que por ali estavam nem sabiam direito o que estava acontecendo e imagino que bem poucas tenham ido lá por causa do evento, como foi o meu caso. Ouvi várias pessoas ao celular dizendo:

“…sabia que tem um monte de balões aqui ??? É… não, eu também não, acabei de descobrir...”

Acho que com uma divulgação melhor e com uma locução bacana o evento teria sido muito mais valorizado.

De qualquer forma, parabéns à prefeitura de Santos pela iniciativa e que a observação acima fique como sugestão para a edição dos 400 anos do balão de ar quente…

Se tudo der certo, estarei presente outra vez…

Obrigado por ler até aqui!
Até a próxima!
Fabior

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