Viajar é, com certeza, uma das melhores coisas da vida. Principalmente viagens de férias, que são bem diferentes daquelas viagens curtas, de final de semana ou feriado prolongado em que você paga todos os seus pecados no trânsito infernal que toma conta das estradas.
Viagens de férias são especiais. Podem ser fora de hora, no meio da semana, quando todo mundo está trabalhando e você se sente o mais privilegiado dos seres. Aqui um parênteses, tenho pra mim que o melhor momento das férias é exatamente o primeiro minuto. Aquele quando você se despede das pessoas, se preparando para sair do trabalho e todos ficam desejando boas férias, divirta-se, juízo e etc. Este é o melhor momento porque, no minuto em que você bota o pé fora da empresa, as férias começam a acabar e tem início uma insana luta contra o tempo para aproveitar cada segundo e tentar prolongar ao máximo esse tão aguardado, desejado e precioso período do ano.
Aliás, li em algum lugar que a semelhança entre as férias e o paraíso é que você tem que pagar por ambas e a moeda é a sua vida pregressa. Como dizem por aí: “errado não tá”.
Desta vez, porém, não havia aquela ansiedade que vai surgindo à medida em que a data da viagem se aproxima. Não havia nem mesmo grandes expectativas. Para variar, estávamos vivendo uma época de muitos compromissos, tarefas e afazeres e, além disso, era importante resolver o maior número possível de pendências do trabalho e deixar tudo organizado para os colegas que assumiram nossas atividades na empresa.
Também era preciso aproveitar alguns dias úteis livres que antecediam a viagem para dar conta de outra lista. Esta, com aqueles assuntos que a gente acaba empurrando com a barriga durante o ano porque só podem ser resolvidos em horário comercial.
Na verdade, esse sentimento estava presente até na escolha da viagem. Passamos muito tempo avaliando e reavaliando as várias opções até que, de repente e sem querer, começou a ficar chato. E escolher e fechar a viagem se tornou apenas mais um item da lista de pendências, tipo: “Ah! Fecha logo qualquer coisa aí pra gente riscar logo isso!.”
Simplesmente não estávamos no clima. Reservar e confirmar o aluguel do carro, fazer check-in pela internet e arrumar as malas correndo, na última hora, eram apenas itens de um interminável check-list e pareciam nada ter a ver com férias.
Então, acredito que foram essas coisas que nos roubaram o clima gostoso que antecede uma viagem bacana. E foi praticamente dentro do avião que a ficha caiu e finalmente falamos sobre a viagem.
À exemplo das outras viagens que fizemos, uma dúvida ainda persistia: Relaxar e descansar no lugar escolhido ou sair e explorar o máximo possível os atrativos que o local e os arredores oferecem? Existem vantagens e desvantagens em ambas as opções e, após todas as ponderações, a resposta também acabou sendo a mesma de sempre: Explorar e conhecer o máximo possível a região visitada, claro.
O desafio é administrar bem isso para não transformar a viagem em outra agenda de compromissos.
A programação inicial para esta viagem era Natal e Praia da Pipa, em Tibau do Sul, mas estes planos acabaram sendo ligeiramente modificados durante a viagem, como se verá ao longo deste relato.
SEGUNDA – 11/08/14 - NATAL EM AGOSTO
Chegamos em Natal no meio da tarde pelo aeroporto de São Gonçalo do Amarante, inaugurado às vésperas da Copa do Mundo. Ainda novinho, porém distante do centro de Natal. E havia trânsito. Coisa que eu sinceramente não esperava encontrar por lá. Apesar disso, a opção pelo carro alugado se justifica pela liberdade de ir e vir, fazer nossos próprios horários e explorar os pontos turísticos por conta própria.
Reservamos o hotel Pestana Natal Beach Resort, que está localizado na Via Costeira que é uma bela pista costeira com cerca de 9 km de extensão. O lado da praia é tomado por hotéis de luxo de 4 a 5 estrelas e alguns restaurantes. E o outro lado é totalmente tomado pelo Parque das Dunas.
Sobre o hotel, parece famosinho e é classificado como cinco estrelas. Para ser honesto, não foi esta a sensação que eu tive. Apesar de todos os serviços funcionarem relativamente bem, parece que falta algo. Vários ambientes precisam de modernização, a estrutura é boa mas parece meio abandonada.
Ainda sobre o hotel, considerei o café da manhã apenas bom. Não havia muita variedade e a reposição, quando necessária, demorava um pouco. O restaurante Takuapu, onde eram servidos o almoço e jantar, possuía buffet enxuto mas variado ao longo da semana e o considerei de razoável para bom. A impressão é aquela que já relatei no início.
A piscina principal é enorme, agradável e possui bar molhado. Há também outros nichos menores com diferentes profundidades perto de espreguiçadeiras. Pareciam piscininhas particulares para quem chegar primeiro. O atendimento no bar molhado é que não agrada muito.
Enfim, tudo funciona, a estrutura é boa, as opções são variadas mas falta um certo requinte. O atendimento é apenas regular e era comum encontrar funcionários mau humorados, principalmente nos bares. Pareciam estar de saco cheio uns dos outros e do trabalho. Não me entendam mal, o luxo, o requinte e o atendimento diferenciado e a atenção aos detalhes é o que se espera e o diferencial que a classificação cinco estrelas sugere.
A praia do hotel não é tão calminha quanto dizem mas é quase deserta e tem como cenário do seu lado direito a Ponta Negra e o Morro do Careca. No meu caso foi boa para caminhadas.
E foi este o primeiro dia.
OBS 1: 13/01/2017 – O Hotel Pestana Natal foi comprado em julho de 2016 e passou a se chamar Prodigy Beach Resort Natal.
OBS 2: O Prodigy Beach Resort foi novamente comprado e, em dezembro de 2017, passou a se chamar Wish Natal.
Obrigado por ler até aqui!
Até a próxima!
Fabior
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