Total de visualizações de página

Comments

Header Ads

Sol, Areia, Vento e Mar – Parte 2

TERÇA – 12/08/14 - GRENAL POTIGUAR

Acordamos com a ideia de passar o dia todo no hotel, conhecendo melhor as instalações e desfrutando dos benefícios do sistema all-inclusive.

É interessante como, em hotéis grandes como este, em pouco tempo já dá para traçar o perfil de outros hóspedes. Embora o hotel não estivesse cheio, havia bastante gente naquela semana. Casais de mais idade, outros provavelmente em lua de mel e alguns com crianças. Até aí tudo normal. Mas me chamava a atenção o fato de que vários hóspedes homens faziam questão de usar a camisa de seus times de futebol. Alguns deles por vários dias. Ou tinham trazido várias, o que é bem estranho, ou estavam sempre com a mesma. Só pode.

Mas houve um caso extremo. Um rapaz ficou a semana inteira com uma camisa e boné vermelhos da Ferrari e eu me perguntava o que faria um cidadão que vai para um resort de praia ficar a semana inteira usando uma camisa da Ferrari. Sinceramente? Nem o Enzo Ferrari aprovaria uma coisa dessa…

Mas entre todos os hóspedes havia um grupo que se destacava. Gaúchos. Mas, antes de continuar, como vivemos uma época cheia de patrulheiros e politicamente corretos, quero deixar claro que não tenho absolutamente nada contra gaúchos. É que não havia lá outros grupos chamando tanto a atenção quanto eles. Se fossem cariocas, mineiros, bolivianos ou até mesmo monges franciscanos, escreveria sobre eles e seus trejeitos. Mas eram gaúchos e, portanto, é sobre eles que vou falar.

Eram muitos e estavam em família e/ou amigos, sei lá. Viajavam em grupo, acho. O que sei é que monopolizavam todos os ambientes em que estavam presentes. Falavam alto com seu sotaque típico, fazendo com que, mesmo sem querer, participássemos das conversas. Os homens se caracterizavam por estar sempre usando a camisa do Grêmio ou do Inter mas, o impressionante mesmo, pra não dizer irritante, era o bendito chimarrão ou mate, como queiram. Aquilo precisa ser melhor estudado pois acredito que deva causar mais dependência do que o crack. Não é possível. Não importa se é durante o café da manhã, almoço ou jantar. Se é na piscina (inclusive dentro), na praia, no spa ou em qualquer outra área comum. Havia sempre uma garrafa térmica e uma cuia. E eu tentava entender porque a pessoa tem que ficar tomando chá quente o dia inteiro num lugar como aquele. E eu que achava que os bebedores de cerveja é que exageram, mas percebi que os gaúchos, pelo menos aqueles que estavam lá, botam eles no bolso fácil.

Na verdade, o que me impressiona, pra não dizer incomoda, é esse lance de querer super valorizar a própria cultura quando se está longe de casa. Numa determinada noite, houve uma apresentação com voz e violão e esse grupo ficava pedindo músicas como aquela da Chalana, que nada tem a ver com o ambiente, o clima e a cultura local e cantavam a plenos pulmões, quase aos prantos. Pareciam fazer parte de um grupo exilado há trinta anos num país distante.

Na boa gente, curtam o lugar, observem e apreciem a cultura local ou então fiquem em casa e parem de encher o saco dos outros! Até porque, quando escolhemos Natal, queríamos nos sentir em Natal, não em Porto Alegre.

Eu sei que, antes de terminar este segundo dia, já bateu a vontade de sair e começar a conhecer os arredores. O primeiro e mais óbvio destino, até pelo o horário e pela proximidade, foi a Praia da Ponta Negra, onde fica o Morro do Careca que, ao fim e ao cabo, nem despertou muito interesse. Nem foto lá eu fiz. Enquanto passeávamos pela pequena orla conhecemos Vinícius, um jovem que fazia pesquisas para empreendimentos residenciais. No meio da conversa descobrimos que ele também faz bicos como guia local. E foi com ele mesmo que agendamos para o dia seguinte um city-tour completo por Natal e adjacências.

E foi este segundo dia.

Continua…

Obrigado por ler até aqui!
Até a próxima!
Fabior

Postar um comentário

0 Comentários