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Sol, Areia, Vento e Mar – Parte 3


QUARTA – 13/08 - SÓ SE FOR COM EMOÇÃO!

Encontramos o Vinícius, nosso guia, às 8h em ponto e partimos para aquele que seria um longo dia de descobertas. A primeira parada foi o Forte dos Reis Magos, cartão postal de Natal. Considerado o marco inicial da cidade, que foi fundada em 25 de Dezembro de 1599, recebendo por isso, o nome Natal. O forte possui formato de estrela e tem esse nome em função da data de início da sua construção, 6 de janeiro de 1598, Dia de Reis, pelo calendário católico. Lá está exposto o Marco Colonial de Touros, que é um padrão chantado em 1501 pelo Reino de Portugal no litoral do Rio Grande do Norte. Sua finalidade era atestar a metrópole portuguesa como descobridora e detentora daquela terra que mais tarde se chamaria Brasil.

A pedra tem forma de coluna, em uma de suas faces possui a cruz da Ordem de Cristo e o escudo português esculpidos em relevo. É considerado o monumento colonial mais antigo do Brasil e um dos primeiros registros portugueses no país, fazendo parte do Patrimônio Histórico Nacional.

Seu lugar de origem é uma praia que delimita município entre São Miguel do Gostoso e Pedra Grande, hoje chamada de Praia do Marco. Há vários relatos que dão conta de que o monumento estava sendo danificado por indivíduos que acreditavam que ele possuía poderes milagrosos e viviam arrancando lascas para fazer chá com elas.

Depois de uma longa negociação, o monumento foi transferido para Natal, com ajuda da polícia, para que pudesse ser preservado como Patrimônio Histórico Nacional. Há uma outra teoria muito interessante que envolve este monumento e o real local do descobrimento do Brasil, mas isso é assunto para uma outro texto.

Saiba mais: Forte dos Reis Magos

O segundo destino foi o Aquário de Natal, na praia de Redinha. Na minha opinião não vale a visita. O Aquamundo no Guarujá e o aquário de Santos, por exemplo, estão muito melhor estruturados e atraentes.

Saiba mais: Aquário de Natal

Ainda de carro, chegamos ao nosso terceiro destino, o Parque Turístico Ecológico Dunas de Jenipabu, que está situado numa Área de Preservação Ambiental, cerca de 20km do centro de Natal, onde fizemos o famoso passeio de bugue pelas dunas. Com emoção, é claro. Devido à ação dos ventos, a areia fina das dunas se move constantemente e isso faz com que elas tenham formatações variadas ao longo dos anos. Por este motivo, a sinalização das dunas é refeita constantemente com bandeiras e placas, visando a total segurança do visitante.

Francisco foi o nosso bugueiro no passeio, que é super recomendado. Insisto: este passeio deve ser feito com emoção, pois é uma experiência que fica pro resto da vida.

Saiba mais: Dunas de Jenipabu

Aproveitamos o desconto do bugueiro e fizemos também o passeio do litoral norte. Um roteiro totalmente a beira-mar, passando pelas praias de: Jenipabu, Barra do Rio, Graçandú, Pitangui, Jacumã e Muriú, além de duas lagoas, dunas fixas e móveis e os divertidos aerobunda e skybunda. Neste passeio, a parada para almoço foi no restaurante Naf Naf, em Jacumã.

Saiba mais: Restaurante Naf Naf

Depois do passeio do litoral norte, antes de tomar o caminho do Cajueiro, fizemos um rápido city-tour pelos principais pontos do centro de Natal, que é uma cidade grande e bonita. Me pareceu bem cuidada, mas não me lembro de nada que mereça nota neste texto.

Já no caminho para o Cajueiro, passamos pelo Centro de Lançamentos da Barreira do Inferno (CLBI) que, apesar do nome inusitado, é uma base da Força Aérea Brasileira. Criada em 1965, foi o primeiro centro de lançamentos de foguetes da América do Sul. Curiosamente, o nome surgiu através dos pescadores da região, ao observarem o reflexo do sol nas falésias da base, vermelhas como fogo, sempre que retornavam do mar ao entardecer. É um lugar interessante mas que infelizmente não tivemos a oportunidade de visitar desta vez.

O último destino do nosso dia era o Cajueiro de Pirangi, que foi incluído no livro dos recordes como o maior cajueiro do mundo. Há uma feirinha de artesanato na porta, degustação de suco de caju como cortesia e, se for época do caju, você poderá até levar alguns para casa. Também é um clássico e deve ser visitado quando você for a Natal.

Saiba mais: Cajueiro de Pirangi

Na volta, ainda tivemos tempo para uma paradinha no Mirante dos Golfinhos, em Tabatinga, com o sol já praticamente indo embora, fechando um dia incrível de descobertas e lugares espetaculares.

Como você pode perceber neste relato, foi um dia altamente aproveitável graças a liberdade e independência que o carro alugado pode proporcionar. É realmente fundamental alugar um carro se você tem um perfil mais explorador. E essa vantagem pode ser ainda maior se você conseguir encontrar um guia local bacana, como foi o nosso caso.

A noite ainda nos reservou um jantar especial oferecido pelo hotel: a Noite do Fondue.

E foi o dia terceiro.

OBSERVAÇÃO – É comum encontrar indicações grafadas como Genipabu e Jenipabu. Mas, segundo as normas ortográficas vigentes da língua portuguesa, este topônimo deveria ser grafado como Jenipabu, pois prescreve-se o uso da letra “J” para palavras de origem tupi ou africanas.

Continua…

Obrigado por ler até aqui!
Até a próxima!
Fabior

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