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De Volta à Ilha - Parte 3

 

Tomara Que Caia!

19 de Maio de 2016

Com o dia livre, optamos por ficar na Segunda Praia aproveitando um pouco mais a praia propriamente dita e, no fim da tarde, fomos até o lounge da pousada Portaló para acompanhar o belo pôr-do-sol. O lugar é bacana mas o atendimento apenas regular.

SAIBA MAIS: SEGUNDA PRAIA.

SAIBA MAIS: LOUNGE PORTALÓ.

20 a 23 de Maio de 2016

Dia de levantar acampamento e partir para o nosso segundo destino da viagem. Boipeba. Uma outra ilha um pouco mais ao sul de Morro de SP.

Pesquisando os passeios em Morro, verificamos que há o famoso “Volta a Ilha”, que poderia nos atender perfeitamente já que um dos pontos de parada do passeio é justamente Boipeba. E resolvemos fazer a metade do passeio na ida, até Boipeba e a outra metade, três dias depois, na volta para Morro de SP.

O roteiro desta primeira parte do passeio é basicamente o seguinte: piscinas naturais de Garapuá (depende da maré), piscinas naturais de Moreré (também depende da maré), parada para almoço em Boipeba nas praias de Coeira, Tassimirim e Boca da Barra.

É importante registrar que esta primeira parte do passeio é um tanto desconfortável. O acesso a todos estes pontos é por mar aberto e a lancha balança bastante. É como se ela fosse quicando sobre o mar durante praticamente o todo o trajeto. O desconforto pode ser maior ou menor de acordo com as condições do mar. Quanto mais agitado, pior.

Como já mencionei, a parada para almoço foi na praia da Cueira, no famoso restaurante do Guido, o único da praia.

SAIBA MAIS: GUIDO.

A primeira parte do nosso passeio terminaria na Praia da Boca da Barra. Era perto mas, para chegar lá, havia duas opções: seguir de lancha mais alguns minutos ou fazer uma caminhada turística de cerca de 30 minutos. Nossa opção foi mandar a bagagem de lancha e fazer a caminhada, que partiu da praia de Tassimirim, seguindo por uma trilha, passando por dentro de uma fazenda produtora de coco e mangaba, até chegar nas ruas da simples vila de Velha Boipeba, que estavam enfeitadas por causa da festa do Divino Espírito Santo.

Passamos pelo Museu da Baleia do famoso “Otavinho”, também conhecido como “Cabelera”. Ele tem em casa uma espécie de museu do mar, com ossos de baleias e outros animais marinhos, além de uma coleção de outros artefatos marinhos em exibição por toda parte.

Em seguida, chegamos à Igrejinha de Boipeba. Seu nome correto é Igreja do Divino Espírito Santo, que foi construída por volta de 1610 e restaurada em 2002.

Finalizando a caminhada, passamos por algo que disseram ser um shopping. O lugar é interessante mas não vi nenhuma loja aberta. O tal shopping fica de frente para a Praia da Boca da Barra e, quando chegamos, a lancha já nos aguardava para a entrega das bagagens.

Em Boipeba, fizemos reserva na Pousada Mangabeiras, que faz parte da Associação Roteiros de Charme. E fico muito feliz em reconhecer que a pousada realmente faz jus ao status, uma vez que a experiência de se hospedar num local como este é simplesmente fantástica.

Chegar, porém, não é tão fácil e o pessoal da pousada, sabendo previamente do nosso horário de chegada, prometeu enviar uma pessoa para nos indicar o caminho e ajudar com as bagagens. Santa ajuda! O acesso à pousada é pelo canto esquerdo da praia da Boca da Barra e, para chegar lá, é preciso cruzar toda a praia a pé (mais ou menos 1 km), para só então chegar ao acesso que leva à pousada, que fica no alto de um morro em meio à mais absoluta paz e natureza.

A subida desde a praia pode ser feita por uma escadaria ou então por um tipo de elevador que a pousada disponibiliza, o que facilita bastante a vida dos hóspedes, principalmente os que chegam mais cansados da caminhada.

Por estarmos numa época considerada como “baixa temporada”, não havia muitas opções de alimentação na vila. Além de ser um pouco longe da pousada, muitos lugares ficam fechados para manutenção ou reforma. Por isso, optamos por fazer todas as refeições na própria pousada. A diária incluía apenas o café da manhã, mas era tão bem servido que dispensava o almoço.

Não se tratava de um simples café da manhã, padrão self-service, como na maioria dos hotéis e pousadas. Alguns itens até ficam disponíveis para que você mesmo se sirva. Em geral, bebidas (café, leite, suco, água, etc). Mas o diferencial da pousada é justamente o menu, que é diferente a cada manhã e servido individualmente na mesa. Sempre com diversos tipos de pães e bolos, sem esquecer, é claro, o toque regional. Desta forma, cada café da manhã era uma deliciosa surpresa. E eles ainda preparavam ovos mexidos, omeletes e tapioca, bastava pedir. Na boa, é pra ficar mal acostumado.

E se você não desse conta de tudo, eles preparavam uma “marmitinha” para você fazer uma boquinha mais tarde. Se mesmo assim batesse uma fominha durante o dia, era possível petiscar no bar da pousada.

Escolhemos uma acomodação com vista para o mar que, de brinde, veio também com uma espetacular vista para o pôr do sol.

Como se a vista do quarto não bastasse, a pousada ainda possui um mirante com vista para os dois lados do morro, ou seja, para a praia da Boca da Barra ao norte e para a Praia de Cueiras ao sul. Tal mirante merece ser eternizado neste texto como Stairway To Heaven (escada para o paraíso). Era a impressão que eu tinha cada vez que subia para fotografar ou apenas para desfrutar a paisagem.

Nas noites de lua cheia e céu aberto, como as que estivemos lá, a vista é tão sensacional quanto durante o dia. A lua grande e brilhante no céu claro e cheio de estrelas resplandece iluminando inacreditavelmente o mar, numa visão que deixava meu espírito urbano completamente desarmado, enquanto eu tentava, em vão, registrar em fotografias algo que obviamente só é possível sentir estando lá.

E o jantar ? Ah, o jantar…

A cozinha funcionava até as 22hs mas os pedidos podiam ser feitos até as 21hs. Até aí, normal. Mas o que me agradou bastante foi que, por volta das 17h, o cardápio já estava disponível numa lousinha junto ao bar. Desta forma, era possível escolher com antecedência os pratos e também o melhor horário para jantar. Então, bastava chegar, na hora marcada, se acomodar, pedir uma bebida e, em minutos, o jantar estava servido, praticamente sem espera. As opções eram sempre um espetáculo à parte.

Fazendo uso das palavras da própria pousada: “Com pratos da culinária regional e internacional, o cardápio mescla iguarias locais com ingredientes requintados na busca de uma experiência gastronômica marcante.”

Uma boa música completava com charme o clima romântico e aconchegante para as refeições. Para efeito de diário de viagem, registrarei aqui nossas opções de jantar durante nossa estadia:

1º noite: Filé Mignon ao Molho de Vinho, Champignon com Fettuccine na Manteiga de Ervas / Frango ao Creme de Cogumelos, Arroz Verde e Batata Rosti.

2º noite: Risoto de Salmão ao perfume de Dill e Crocante de Amêndoas.

3º noite: Bobó de Camarão com Arroz de Coco Fresco / Filé de Peixe Grelhado ao Chutney de Mangaba, Arroz de Amêndoas e Batata Sauté.

Com toda essa mordomia, saímos muito pouco da pousada. Foram apenas duas vezes, em dias diferentes e direções opostas, apenas para conhecer um pouco melhor as praias Boca da Barra e Tassimirim, respectivamente.

Acompanhando a tábua das marés, é possível saber o horário da maré mais alta e mais baixa. Essa diferença muda completamente a paisagem e é bom estar atento à esse detalhe na hora das fotos, passeios e mergulhos.

Na maior parte do tempo, optamos por aproveitar a estrutura da pousada e descansar na companhia dos calangos. De diferentes tamanhos, estavam sempre passeando pelos jardins e áreas comuns da pousada. Ariscos, fugiam ao menor sinal de aproximação humana.

SAIBA MAIS: POUSADA MANGABEIRAS.

Por falar em animais, houve um fato que até pensei em omitir mas, não seria justo com este diário e me senti compelido a relatar. Aliás, caso já não exista, acredito ter descoberto algo que pode vir a se tornar uma lenda urbana ou algo do tipo. Sim! – Acredito que espantar urubus dá azar. E explico o porque:

Houve uma tarde em que, passeando pelos jardins da pousada, nos chamou a atenção uma turista de meia idade estrangeira, provavelmente alemã, que parecia travada próximo à piscina. Ao nos aproximarmos mais, vimos que havia um urubu (pelo menos era o que parecia aos meus olhos. Sinto muito, uma ave grande e preta, para mim é urubu. Se não era, paciência. Não sou biólogo…

Mas retomando… havia um urubu parado no caminho dela, junto a borda da piscina e ambos se encaravam mutuamente. Minha esposa com um ar intrépido decidiu resolver aquele impasse e caminhou em direção ao animal, aproximando-se dele até o ponto em que, contrariado, abriu suas asas e saiu voando. Esse fato por si só não seria digno de nota. Aconteceu que, minha esposa, olhando a ave que levantava voo, deixou de prestar atenção onde pisava e caiu dentro da piscina.

Enquanto pensava no acontecido, me coloquei por um momento no lugar do urubu e rapidamente concluí que, se eu fosse ele, era exatamente isso que eu teria desejado a quem me tirou do sossego: “Tomara que caia na piscina”.

E desse dia em diante, nunca, de maneira nenhuma, espantarei um urubu. Vai saber o que pode me acontecer depois…

Continua…

Obrigado por ler até aqui!
Até a próxima!
Fabior

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